8 meses

Tendão isquiotibial

Tendinopatia proximal crônica, perto do ísquio. Carga progressiva no estilo Goom, Malliaras e Purdam (JOSPT 2016): isometria, força lenta, flexão do quadril aos poucos, e só então energia para correr e jogar.

Alongamento do posterior

Alongar sem dor; se a dor no ísquio piorar no dia seguinte, reduzir amplitude.

Aviso para alinhar com o fisioterapeuta

Isto é um roteiro de treino, não uma avaliação. Confirme o diagnóstico e a fase com quem te acompanha — inclusive outros motivos de dor no ísquio (lombar, ciático, bursite, lesão parcial). Muitos quadros crônicos já toleram começar na fase 2; o app abre na fase 1, que é a mais protegida. A semana em si não decide a troca: decidem os critérios abaixo.

Fase atual

Fica salva neste aparelho. A segunda é a dose terapêutica da semana, a quinta é a segunda sessão, o sábado só vira energia na fase 4. Nos outros dias a dose é leve. Se o dia estiver marcado como musculação, segunda, quinta e sábado também caem para a dose leve, para não somar com a perna.

Fase 1

Isometria, sem compressão

cerca de 1–4 semanas — vale o critério, não o calendário

Modular a dor e manter carga no tendão com o quadril pouco flexionado.

Dose. 5 × 30–45 s, esforço 50–70%, 1–2×/dia. Pode ser antes de correr ou jogar.

Exercícios

  • Ponte isométrica com joelhos a cerca de 90°
  • Isometria prona de flexão de joelho com banda
  • Ponte isométrica de alavanca longa, no fim da fase

Corrida e tênis. Corrida e tênis se a dor ficar ≤ 3/10 e não piorar no dia seguinte: plano, ritmo leve, passada mais curta (cadência +5–10%), sem subida e sem tiro. No tênis, bate-bola, sem esticada longa.

Para avançar

  • Dor em repouso por volta de 0–1
  • Isometria ≤ 2/10
  • 10 pontes unilaterais (joelho ~90°) ≤ 3/10, sem piora em 24 h
  • Sentar 30 minutos de forma tolerável

Regra da dor

  • Durante o exercício, dor no máximo 3/10.
  • Em até 24 h a dor volta ao que era antes da sessão.
  • Teste da manhã, sempre o mesmo: 10 pontes unilaterais do lado que dói, ou 5 minutos sentado numa cadeira dura. Anote 0–10.

Verde, 0–2: siga o plano. Se ficar verde por 1–2 semanas e os critérios da fase estiverem batidos, dá para conversar sobre avançar.

Amarelo, 3: aceitável se voltar ao basal em 24 h. Mantenha a carga. Não progrida.

Vermelho, acima de 3 ou piora que passa de 24 h: reduza um degrau — volume, carga ou quanto o quadril flexiona — por 2–3 sessões. Não pare tudo.

Diário do tendão

Só neste aparelho. Nada sai do celular.

Dor durante (0–10)

Teste da manhã (0–10) · pode ficar para amanhã

Voltou ao basal em 24 h?

Registros

Nenhum registro ainda.

O que saiu do plano

O alongamento do posterior continua no treino, em intensidade moderada. Estes outros padrões saíram: flexionam a lombar, comprimem o ísquio direto ou são balísticos.

  • Spine Stretch Forward

    Sentar longo e dobrar o tronco à frente comprime o tendão e deixa a lombar em flexão — ruim para a artrose também.

    No lugar: Alongamento de isquiotibiais deitado ou em pé, moderado, sem dobrar a lombar.

  • Saw (a serra)

    Flexão com rotação e alcance ao pé, em sentado longo, aperta a lombar e o tendão.

    No lugar: Rotação no tórax: livro aberto e passar a agulha, com a cabeça apoiada.

  • Rolo no trato iliotibial

    Rolar o trato dói e não o alonga.

    No lugar: Rolo no quadríceps.

  • Rolo em cima do ísquio

    A compressão direta irrita a origem do tendão.

    No lugar: Rolo no glúteo médio, na face lateral, longe do osso em que você senta.

  • Pernas estendidas na parede

    O alongamento do dia é o deitado com a banda, ou em pé com as mãos na coxa, até o confortável.

    No lugar: Respiração 90/90 com os pés na parede e os joelhos dobrados.

  • Balanço da perna para frente e para trás

    É um alongamento balístico do posterior.

    No lugar: Só o balanço lateral. O balanço sagital volta na fase 4, como educativo de corrida.

  • Figura 4 puxando a coxa ao peito

    Puxar a coxa leva o quadril a uma flexão funda, em cima do tendão.

    No lugar: Figura 4 com o pé de baixo no chão.

  • Sentado longo no rolo (spine twist clássico)

    O osso do sentar em cima de uma superfície firme comprime a origem do tendão.

    No lugar: Spine twist sentado numa almofada, pernas cruzadas, sem apoiar o peso no ísquio duro.

Sentar, academia e alerta

  • Reunião, carro e consultório: assento macio ou uma almofada, e levante a cada 30–45 min.
  • Evite cruzar as pernas e cadeira baixa, que enfia o quadril em flexão funda.
  • O alongamento do posterior fica moderado: sem dor. Se o ísquio piorar no dia seguinte, reduza a amplitude. Nas fases 1 e 2, não suba forte, não dê tiro e não aumente a passada.
  • Sono, carga da semana e pico repentino de volume pesam tanto quanto o exercício do dia.
  • Fases 1–2: mesa flexora deitada, em vez da cadeira flexora sentada. Leg press e agachamento com o quadril até cerca de 90°. Sem stiff pesado, good morning e afundo fundo. Hip thrust pode.
  • Fase 3: RDL com amplitude que cresce, cadeira flexora, agachamento mais fundo e afundo búlgaro, devagar.
  • Fase 4: treino completo, e a força pesada de posterior fica 1–2×/semana.
  • Não faça o bloco pesado do tendão no mesmo dia da perna pesada da academia — ou faça o bloco uma vez só.

Procure reavaliação se aparecer:

  • Dor à noite ou em repouso que vai piorando
  • Formigamento, perda de força ou dor que desce pela perna
  • Estalo súbito com roxo na coxa
  • Piora mesmo depois de reduzir a carga

Vídeos de referência

  • Goom TSH, Malliaras P, Reiman MP, Purdam CR. Proximal hamstring tendinopathy: clinical aspects of assessment and management. J Orthop Sports Phys Ther. 2016;46(6):483–493.
  • Cook JL, Purdam CR. Is compressive load a factor in the development of tendinopathy? Br J Sports Med. 2012;46(3):163–168.
  • Silbernagel KG, Thomeé R, Eriksson BI, Karlsson J. Continued sports activity, using a pain-monitoring model, during rehabilitation in patients with Achilles tendinopathy. Am J Sports Med. 2007;35(6):897–906.